Alerta em SC: saiba como identificar uma relação abusiva
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março 22, 2026
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Com o Brasil registrando o número recorde de quatro mortes de mulheres por dia, a identificação precoce de um relacionamento abusivo tornou-se uma questão de sobrevivência também em Santa Catarina. Para ajudar as vítimas a reconhecerem os sinais antes que a violência se agrave, especialistas recomendam o uso de questionários e cartilhas de alerta que mapeiam comportamentos perigosos dos parceiros. A iniciativa visa quebrar um ciclo de abusos que muitas vezes é invisível para quem está envolvido emocionalmente.
Uma das ferramentas disponíveis é um teste de 17 perguntas formulado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), mas que serve de alerta para mulheres de todo o país. A orientação médica e jurídica é clara: se a mulher se identificar com uma ou mais situações de controle, humilhação ou medo, é necessário prestar atenção redobrada às atitudes do companheiro e buscar apoio.
A urgência em notar esses primeiros sinais reflete os dados alarmantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No último levantamento, o país contabilizou 1.470 casos de feminicídio em um ano, o maior número da série histórica nacional. Esse cenário trágico costuma ser apenas o ponto final de um longo histórico de agressões que começaram de forma sutil e silenciosa.
As faces da violência e o seu ciclo
Muitas vezes, a vítima não denuncia porque acredita que apenas agressões físicas, como socos e empurrões, configuram crime. No entanto, a Lei Maria da Penha prevê outras quatro formas de violência que dão direito a medidas protetivas: a psicológica (ameaças, isolamento e controle absoluto), a sexual (forçar atos íntimos ou gravidez), a patrimonial (destruir ou reter bens, dinheiro e documentos) e a moral (calúnias, difamação e xingamentos).
